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Atividade Física e a pandemia do Covid19

A Atividade Física não interfere no prognóstico de casos graves de Covid.

Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, a atividade física fornecer evidências importantes sobre o efeito da doença na população.

“O nosso trabalho complementa os resultados obtidos com os casos mais leves da doença. Os estudos existentes avaliaram, principalmente, pessoas em estágios anteriores, em que apenas a minoria dos pacientes necessitou de hospitalização”, diz especialista.

A COVID-19 é uma doença viral infecciosa que pode progredir para casos inflamatórios mais graves. Como ainda não existe um medicamento específico para combater o vírus SARS-CoV-2, o tratamento hospitalar consiste em lidar com os vários sintomas da infecção e dar suporte respiratório aos pacientes, se necessário. Foi o que mostrou uma pesquisa com 209 pacientes com COVID-19 grave internados no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) e no Hospital de Campanha do Ibirapuera, na capital paulista.

Sentimos bem-estar imediatamente após alguma atividade física. Quem se exercita regularmente, apresenta melhores resultados de saúde em uma variedade de condições físicas, incluindo melhor qualidade de vida, melhor capacidade funcional e melhores estados de humor. Os resultados positivos são vistos também em populações com transtornos psiquiátricos, como depressão e alterações de humor; também em diferentes populações étnicas, gênero e diferentes idades.

Porém, o que pouca gente sabe é que eles podem nos proteger ou, na contramão, nos deixar ainda mais suscetíveis a certas enfermidades. Isso porque práticas exageradas podem interferir nas barreiras de proteção do organismo e provocar o efeito contrário.

Saúde e Atividade Física

O artigo, publicado na revista Molecular and Cellular Endocrinology, descreve dados gerados em um estudo, que analisou a ação da irisina e de hormônios tireoidianos em adipócitos. Pesquisadores descobriram que o hormônio altera a expressão de genes reguladores do ACE2, que codifica uma proteína à qual o vírus se liga para entrar nas células humanas. Os mais de 200 voluntários, tiveram seu histórico de atividade física avaliado assim que foram hospitalizados.

A prática regular do exercício físico atua como um modulador do sistema imune, de forma a estruturar progressivamente a resposta fisiológica à minimização do dano. Durante a atividade física, uma série de citocinas pró e anti-inflamatórias são liberadas, há incremento na circulação de linfócitos, assim como no recrutamento celular.

Tais efeitos levam ao melhor controle da resposta inflamatória, reduzem os hormônios do estresse, e resultam em menor incidência, intensidade de sintomas e mortalidade frente a ocorrência de infecções virais, especialmente as respiratórias.

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